domingo, 14 de novembro de 2010
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Não sei
Você diz que eu
Ando chato, mal-humorado
(pra não dizer patético).
Não me culpe:
estou somente seguindo a tendência
e nem é por querer.
Ao menos
Minhas folhas estão cheias.
Não estou bebendo muito.
Estou fumando pouco.
Com tudo isso,
os passarinhos estão cantando.
Mas, convenhamos:
estão muito mais sem graça.
As pessoas falam tão alto
Deus me livre de vê-las
Dominando o planeta.
Ando chato, mal-humorado
(pra não dizer patético).
Não me culpe:
estou somente seguindo a tendência
e nem é por querer.
Ao menos
Minhas folhas estão cheias.
Não estou bebendo muito.
Estou fumando pouco.
Com tudo isso,
os passarinhos estão cantando.
Mas, convenhamos:
estão muito mais sem graça.
As pessoas falam tão alto
Deus me livre de vê-las
Dominando o planeta.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sobrecidades
.
A cidade é mesmo um amontoado de curiosidades. Digo, de coisas absolutamente normais que despertam nossa curiosidade. Pensei nisso ontem, subindo um escadão.
Os escadões me são comuns desde a infância, por motivos sociais e geo topográficos (nem sei se existe essa expressão). Moro em Minas desde que nasci, e não há um lugar para onde eu decida ir que não esbarre numa montanha, exceto em regiões centrais, que ficam naturalmente perto dos rios, na parte baixa das cidades, portanto. Como nunca fui rico, meus passeios eram mais nas periferias, onde os escadões são comuns.
Fazendo essa rápida análise, percebi que nunca tinha visto um escadão sendo feito. Eles simplesmente estão lá, desde sempre. Posso até fazer um exercício imaginativo, no qual parto de uma trilha aberta no meio do mato, íngreme e irregular. Depois vêm os operários e cimentam degraus desiguais sobre a terra, por onde passarão trabalhadores e onde as crianças brincarão com as águas da chuva. Mas, mesmo imaginando tudo isso - e que não deve estar errado - eu nunca VI um sendo feito. E, pensando bem, não são só os escadões. Hidrantes, armários telefônicos, galerias subterrâneas e semáforos são outros bons exemplos do que a gente vê, mas nunca quando e como foram plantados por aí.
.
Interessante também é pensar em um dia em que o trânsito está visceralmente engarrafado, e você é um dos motoristas agarrados em meio àquela quantidade absurda de carros e buzinas. Já parou pra pensar nos sujeitos que dirigem os carros que estão lá no começo? Tipo, no principiozinho do engarrafamento?
Acredito que, inconscientemente, todos pensam, quando socamos o volante e dizemos "esses barbeiros lerdos atravancando o trânsito", sem se importar se os pobres tem culpa mesmo.
É claro que os engenheiros de trânsito sabem o que acontece e explicam tudo, explicações que envolvem "gargalos" e outros termos que ninguém leva em consideração quando se trata apenas de odiar os tais motoristas da frente, ódio esse que se manifesta em forma de buzinas incessantes. Você não levará em consideração também que, dentro de minutos, uma longa fila de motoristas atrás de si o odiará ardentemente, através de buzinas que o irritará profundamente e o fará soltar a clássica "passa por cima", um ciclo que parece interminável, mas que termina, quando o trânsito se acalma e o engarrafamento acaba.
Aliás, como um engarrafamento acaba?
A cidade é mesmo um amontoado de curiosidades. Digo, de coisas absolutamente normais que despertam nossa curiosidade. Pensei nisso ontem, subindo um escadão.
Os escadões me são comuns desde a infância, por motivos sociais e geo topográficos (nem sei se existe essa expressão). Moro em Minas desde que nasci, e não há um lugar para onde eu decida ir que não esbarre numa montanha, exceto em regiões centrais, que ficam naturalmente perto dos rios, na parte baixa das cidades, portanto. Como nunca fui rico, meus passeios eram mais nas periferias, onde os escadões são comuns.
Fazendo essa rápida análise, percebi que nunca tinha visto um escadão sendo feito. Eles simplesmente estão lá, desde sempre. Posso até fazer um exercício imaginativo, no qual parto de uma trilha aberta no meio do mato, íngreme e irregular. Depois vêm os operários e cimentam degraus desiguais sobre a terra, por onde passarão trabalhadores e onde as crianças brincarão com as águas da chuva. Mas, mesmo imaginando tudo isso - e que não deve estar errado - eu nunca VI um sendo feito. E, pensando bem, não são só os escadões. Hidrantes, armários telefônicos, galerias subterrâneas e semáforos são outros bons exemplos do que a gente vê, mas nunca quando e como foram plantados por aí.
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Interessante também é pensar em um dia em que o trânsito está visceralmente engarrafado, e você é um dos motoristas agarrados em meio àquela quantidade absurda de carros e buzinas. Já parou pra pensar nos sujeitos que dirigem os carros que estão lá no começo? Tipo, no principiozinho do engarrafamento?
Acredito que, inconscientemente, todos pensam, quando socamos o volante e dizemos "esses barbeiros lerdos atravancando o trânsito", sem se importar se os pobres tem culpa mesmo.
É claro que os engenheiros de trânsito sabem o que acontece e explicam tudo, explicações que envolvem "gargalos" e outros termos que ninguém leva em consideração quando se trata apenas de odiar os tais motoristas da frente, ódio esse que se manifesta em forma de buzinas incessantes. Você não levará em consideração também que, dentro de minutos, uma longa fila de motoristas atrás de si o odiará ardentemente, através de buzinas que o irritará profundamente e o fará soltar a clássica "passa por cima", um ciclo que parece interminável, mas que termina, quando o trânsito se acalma e o engarrafamento acaba.
Aliás, como um engarrafamento acaba?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
1º Post.
Para apresentação, nada melhor que o tradicional. Sendo assim, meu nome é Nicolas, um sujeito de 22 anos, casado, pai do Edu, curioso por natureza, instrutor de trânsito por profissão e conveniência, além de estudante (pelo fato de que "curioso" não quer dizer nada às mentes menos esclarecidas). Adoto como fé a busca incessante por conhecimento, que, diferentemente de outras fés, não é obrigada e muito menos regrada, e sim o simples desejo de exultar-me com cada detalhe aprendido sobre coisas, sejam elas quais forem.
Não tenho a intenção de ser lido, pelo menos não agora. Mas essa será minha forma de dar vazão ao que penso, a que me pareceu mais adequada à possíveis pretensões futuras. Acredito ainda que o que eu escrevo não é bem algo pra ser entendido, pois são coisas minhas exageradas pela minha imaginação, o que resulta em algo difícil de ser entendido até por mim mesmo.
Não quero com isso ser arrogante ao ponto de escrever coisas totalmente ininteligíveis. Quero somente expor reflexos de uma mente perturbada pelo turbilhão em que se tornou o mundo moderno. Quero falar sobre a cidade, sobre as luzes, sobre a falta de luzes, motocicletas, vida eterna... Enfim, sobre tudo que me der vontade.
Que eu seja bem vindo quando me ler, e, embora em escala menor, vocês também o sejam.
Não tenho a intenção de ser lido, pelo menos não agora. Mas essa será minha forma de dar vazão ao que penso, a que me pareceu mais adequada à possíveis pretensões futuras. Acredito ainda que o que eu escrevo não é bem algo pra ser entendido, pois são coisas minhas exageradas pela minha imaginação, o que resulta em algo difícil de ser entendido até por mim mesmo.
Não quero com isso ser arrogante ao ponto de escrever coisas totalmente ininteligíveis. Quero somente expor reflexos de uma mente perturbada pelo turbilhão em que se tornou o mundo moderno. Quero falar sobre a cidade, sobre as luzes, sobre a falta de luzes, motocicletas, vida eterna... Enfim, sobre tudo que me der vontade.
Que eu seja bem vindo quando me ler, e, embora em escala menor, vocês também o sejam.
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